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Nota: as drogas mais leves são, nesse caso, solvente e maconha.
O sucesso nos estudos é outro aspecto relevante na metodologia adotada. Do total de 58 crianças e adolescentes atualmente abrigados, 49 estudam regularmente na rede pública de ensino, sendo que o índice de aprovação em 2004 foi de 97%. Uma criança iniciará os estudos em 2006 (já matriculada) e apenas 4 meninas-mãe e seus filhos, por motivo de amamentação, estão fora da escola. 22 fazem ainda cursos profissionalizantes, através de parcerias da Santa Fé e 8 já estão inseridos no mercado de trabalho (estágio e programa menor aprendiz).
Um estudo específico sobre as famílias dos jovens atendidos, realizado na Casa da Juventude, onde o tempo médio de abrigamento registrado entre 2002 e 2005 foi de 4,5 anos (entre 1 e 4 anos para os que têm família e entre 4 e 9 para os que não têm), revelou que, entre 32 jovens:
16 são órfãos de mães sendo que 12 por motivo de desaparecimento ou assassinato;
23 têm pais (figura paterna) desconhecido, desaparecido, assassinado ou preso;
a quase totalidade dos pais (pais e mães) tem poucos anos de estudo, uma média de 3 anos apenas;
a maioria tem relação conflitiva com as famílias e problemas de desemprego entre os pais.
Por fim, observamos que a maioria dos casos de abrigamento (excluindo a Casa Vó Ilza, porque trata especificamente de meninas-mãe) é de meninos: |