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Observamos que os índices de retorno para casa (seja própria, de origem ou substituta) e permanência em casa são excelentes. Entre os 47 desabrigados que permanecem em casa (fora das ruas), são 21 em idade economicamente (excluindo o que está preso), sendo que hoje, 18 estão trabalhando e 3 desempregados, procurando emprego. Ou seja, após o desabrigamento, os jovens têm conseguido sua efetiva inclusão social.
A vitimização pela violência é uma característica comum entre os abrigados. A maioria já sofreu algum tipo de violência física antes de chegar a Santa Fé. Um total de 21 meninos e meninas, 26% do universo aqui estudado (excluindo os filhos e filhas das mães abrigadas), sofreu também violência doméstica, incluindo abuso sexual. Desses 21 casos, a equipe já conseguiu tratar de 16 agressores.
Do total de 112 abrigados pela Santa Fé entre 2003 e 2005, o percentual de jovens que já haviam se envolvido em delitos (antes de chegar na instituição) é alto, de 58,8%. Como não há registro de delitos entre os abrigados na Minha Casa (crianças menores), se considerarmos apenas o universo de abrigados nas Casas da Juventude e Vó Ilza, este percentual sobe para 87%! Entre eles, um total de 54 jovens de ambos os sexos, após o abrigamento ocorreu apenas 1 reincidência (jovem que está atualmente preso). Concluímos, então, que o índice de re-socialização é excelente, cerca de 99%. |