|
2 - A equipe de educadores é multidisciplinar
e está realmente a serviço da reconstrução
egóica da criança, verdadeiramente interessada nela, oferecendo-lhe
um ambiente seguro e saudável, sendo continente para suas vivências
atormentadas, promovendo a idéia de direitos e reconhecendo-os
como iguais e diferentes;
3 - As rotinas de convívio social são
implantadas a partir de ampla discussão com as crianças/adolescentes,
buscando uma relação democrática, onde conflitos
e ocorrências não desejadas podem ocorrer, pontuando responsabilidades
e limites mas não gerando retaliações. O direito à defesa
de sua cultura, a pluralidade e o significado de todas as experiências é assegurado,
garantindo a cada um o direito de construir sua própria existência
livre e responsável. 4 - O
espaço é mantido e percebido como um LAR, assim, cuidamos
para que nossas crianças/adolescentes sejam apenas comuns e totais.
5 - A capacitação profissional para possibilitar/efetivar
a inclusão
social. Um dos pontos mais críticos na inclusão de meninos e
meninas que vivem ou viveram nas ruas da cidade, é o da capacitação
e empregabilidade, em função de apresentarem múltiplas
defasagens. Ainda que retomem seus estudos, o “gap” criado ao longo
da exclusão
os impede de serem competitivos, especialmente no atual mercado de trabalho.
Por este motivo, além da volta à escola, um dos alicerces desta
metodologia é a capacitação profissional, que não
se refere apenas a treinamento específico, mas ao pleno desenvolvimento
social dos adolescentes, expondo-os à pluralidade de estímulos
e situações, ampliando seu repertório de vivências
e de resoluções de conflito.
6 - Outra enorme dificuldade que
o adolescente tem de enfrentar é a de
ter compulsoriamente que, ao completar 18 anos, viver por conta própria,
independente de suas condições materiais ou psíquicas.
Neste momento, seus direitos à qualquer proteção se encerram,
mesmo que o ECA, inclua em seu texto de lei, que exceções poderão
ser feitas até os 21 anos. O problema se agrava ainda mais, para a jovem
mãe, que deverá aos 21 anos, manter e educar seu filho de maneira
autonôma e emancipada. Por esta razão, nossa metodologia inclui
o apoio ao jovem até a emancipação.
|