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“Fugi de casa pela primeira vez aos 8 anos. Aos
12 já tinha passado pela Funabem de Goiânia, de onde também
fugi. Tinha medo de roubar, então me prostituí. Usei e
vendi todos os tipos de drogas, exceto heroína. Mais tarde acabei
presa por assaltar, pela primeira vez, um fliperama. Quase morri no
tráfico. Só me consertei depois de adulta. Isso foi possível
porque aqui me deram uma oportunidade. Todo mundo tem jeito quando se
dá oportunidade de mudar.”
(M. R. hoje com 23, casada, 2 filhas, trabalha
como
auxiliar de educação na Santa Fé.)
E profissionais de renome?
“Conheço
a Associação Beneficente Santa Fé há vários
anos. Tenho acompanhado seu extraordinário trabalho junto à população
de meninos e meninas de rua submetidos a situações extremas
de exclusão social. O trabalho educativo e de recuperação,
devolvendo-lhes a dignidade e a possibilidade de seu reencontro consigo
mesmos como seres humanos é emocionante. O resgate de setores
excluídos da sociedade brasileira, tão bem realizado no
seu âmbito, pela Associação Beneficente Santa Fé,
evidencia a importância do trabalho da sociedade civil, nesta área,
em apoio a uma obrigação que é, primordialmente,
do Estado.”
(Raul David do Valle Júnior, ex-secretário da Educação
Média
e Tecnológica do Ministério da Educação)
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