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O que dizem os meninos e meninas que passaram pela
Santa Fé?
“Eu vivia nas ruas com meus pais. Nunca roubei
e nem usei drogas, mas eu, mesmo nova, tinha um desgosto, uma falta
de vontade de viver. Meus pais morreram quando eu tinha 14 anos. Comecei
a beber e deixei de ir à escola. Quando cheguei a Santa Fé,
tive um grande apoio e fui aprendendo a entender a vida. Lá,
eu fiz inglês, dança do ventre e curso de telemarketing.
Quero estudar computação e aperfeiçoar ainda
mais o inglês. À noite, ainda freqüento a escola.
Pensando em tudo o que passei, não me sinto uma fracassada.
Sigo firme e forte, lutando por meus objetivos ”
(K. L.,hoje com 19 anos, retornou à família,
continua estudando
(3o colegial) e trabalha em um escrit ório de contabilidade)
“Na Santa Fé, me deram toda a tranqüilidade
e o apoio que precisei. Estive sob o abrigo deles até me considerar
preparado para sair. Pude me dedicar ao meu desenvolvimento e me preparar
para sair, tendo a garantia de que poderia voltar para me preparar
melhor caso não desse certo. Isso realmente foi essencial para
a minha conquista. A Santa Fé significou para minha vida um
caminho.”
(A. R. S. 21 anos, entrou na Santa Fé aos 16. Atualmente,
trabalha numa escola de artes em S ão Paulo.)
“Minha vida estava um lixo. Eu usava droga
e roubava desde os 8 anos de idade. Estou na Santa Fé há sete
anos e estou prestes a deixar a instituição. Aqui, eu
ganhei uma família. Faço curso de cabeleireiro e quero
montar com umas amigas daqui um salão futuramente. Estou recebendo
todo o apoio para essa vida nova que se iniciará em breve.
Se eu não estivesse aqui, nem estaria viva. Peço que
as pessoas ajudem a Santa Fé para que ela possa ajudar a outras
pessoas também.”
(E. N. G. depoimento dado aos 17 anos, retornou à família,
hoje trabalha em um Salão como cabeleireira.)
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