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O histórico de meninas adolescentes abusadas
sexualmente, em idade precoce é de mais de 70%. Em decorrência,
as relações homossexuais entre as meninas são comuns
(uma relação mais acolhedora, entre iguais “que
tem a mesma dor”) e toleradas nos grupos.
Entre os meninos,
contudo, o homossexualismo não é aceito,
assim como não é a prostituição feminina.
A gravidez em geral não é evitada, mas desejada, dentro
de uma visão absolutamente romântica de que esta seja
uma oportunidade de transformação de suas vidas, possibilitando
a passagem do “mundo da rua”, “da marginalidade”,
para o “mundo da sociedade”. Essa expectativa é frustrada
tão logo a criança nasça. De um lado pelas condições
adversas, do outro pelas condições emocionais da menina,
que tende a reproduzir os maus tratos a ela infringidos, muitas vezes
perdendo a guarda de seu filho. São comuns meninas de 18 anos
na sua terceira gestação.
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