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Em geral têm história de desarmonia familiar – pais
alcoólatras, drogados, separados, violência física/sexual
de padrastos/madrastas ou dos pais, abandono precoce.
• 70% dos acolhidos com mais de 12 anos já passaram por instituições;
• 55% pertencem a famílias chefiadas por mulheres, enquanto 6%
são órfãos de mãe e 7% tem pai ou mãe
presidiários;
• Mais de 70% são negros, enquanto que descendentes de comunidades
mais atuantes como japonesas ou israelitas não são encontrados
nas ruas.
O tempo médio de rua é de mais de quatro
anos.
A exposição dos sentimentos é considerada
como mostra de fragilidade. Só depois de muito tempo de contato
são
capazes de falar de suas emoções e de modo geral quando
o fazem é no contato pessoal com o educador.
Andam em grupos,
mas seus vínculos afetivos são efêmeros
e o clima de desconfiança é permanente. Os mais velhos
cuidam dos menores ( “pai/mãe de rua”).
O idioma
tem dialeto espec ífico, muito semelhante ao da cadeia.
As regras
do grupo e do mundo da rua são extremamente rígidas
e severas. São comuns no grupo punições que podem
chegar à morte.
O namoro é uma forma importante de relacionamento,
através
dele projetam a fantasia de que não reproduzirão a experiência
de seus pais.
Os meninos exercem autoridade,
inclusive através da violência
física ou verbal, enquanto as meninas zelam pelos objetos pessoais
dos meninos, lavam suas roupas e providenciam
sua comida.
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