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O "crack" piorou sensivelmente a problemática
das crianças nas ruas, trazendo para esta cadeia de eventos um
elemento novo – as crianças tornam-se, muitas vezes, usuárias
se deterioram mais gravemente.
No jogo do tráfico, as crianças de rua fazem papel de “ajudantes” (quem
segura) dos aviões (quem entrega) no comércio de drogas
que inclui tinner, cola, maconha, crack, cocaína e drogas injetáveis.
São também consumidores, comprando a droga e passando
para os "intrujões" (receptadores) produtos de roubo
como pagamento.
Em todas essas transações, que têm
a droga como moeda, não há perdas e o rompimento dos pactos
significa a morte, situação que demanda a presença
do traficante (patrão).
Sua “hegemonia“, o aumento
da violência, comportamentos
mais agressivos entre os traficantes, aliados à desativação
de programas tanto governamentais como de organizações
não governamentais, têm levado a um recuo das ações
dos “educadores de rua", permitindo maior ação
dos agentes criminosos.
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